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Transformando vidas e preservando a floresta

O cultivo tradicional de açaí sustenta mais de 300 mil pessoas e movimenta cerca de 3 bilhões de reais por ano, principalmente no Pará, que responde por 94 % da produção nacional.

Esse modelo agroextrativista contribui para a economia local, mantém a floresta em pé e reforça a identidade cultural das comunidades ribeirinhas.

A técnica de manejo sustentável de açaizais nativos, promovida pela Embrapa e projetos como Bem Diverso e Sustenta e Inova, aumentou a produtividade de 1 t ano para até 6 t ano mantendo a biodiversidade.

Esse resultado fortaleceu a renda local e tornou a colheita mais segura para produtores e floresta.

Renda sustentável = floresta preservada

Segundo o Sindfrutas, o aumento da produção transformou a cadeia produtiva: hoje os açaizeiros são cultivados com manejo, e 118 indústrias no Pará dependem da produção dos ribeirinhos, beneficiando cerca de 5 mil famílias por empresa. Esse ecossistema gera empregos não só na agricultura, mas também para barqueiros, carregadores e cooperativas.

Enquanto muitos projetos induziram monocultura de açaí — que representa risco à biodiversidade — iniciativas como o manejo de mínimo impacto preservam a diversidade florestal, mantendo outras espécies típicas da mata de várzea e o funcionamento dos ecossistemas locais

Educação, cultura e protagonismo local

A Cooperativa Amazonbai, no Amapá, direciona 5 % da produção de açaí diretamente a escolas agroecológicas da comunidade. Hoje, filhos de produtores alcançam o ensino superior e se formam como médicos ou engenheiros, fruto de uma geração que cresce com autonomia e esperança.

Além disso, feiras ambientais em comunidades ribeirinhas fortalecem a autoestima local, promovem troca de saberes, manejos agroecológicos e artesanatos com biojoias e cultura tradicional.